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domingo, 18 de fevereiro de 2018
domingo, 23 de julho de 2017
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
3ª Série – ENSINO MÉDIO - PRODUÇÃO TEXTUAL
1° Bimestre
FOCO DO BIMESTRE
MANIFESTO E PANFLETO
Habilidades e competências
-Reconhecer a estrutura da frase, do período, do parágrafo e exercitar sua formação e progressão.
- Explorar questões relacionadas à pontuação em sua articulação com a estrutura sintática e com as escolhas
estilísticas dos autores.
- Identificar e promover relações de concordância nominal e verbal entre unidades do discurso.
2° Bimestre
FOCO DO BIMESTRE
ARTIGO DE OPINIÃO, EDITORIAL E ENSAIO
Habilidades e competências
- Reconhecer a carga semântica de afetividade ou ironia no emprego de verbos e adjetivos.
- Distinguir os tipos de discurso (direto, indireto e indireto livre) presentes nos gêneros estudados.
- Analisar relações lógico-discursivas marcadas por conectores coordenativos e subordinativos.
3° Bimestre
FOCO DO BIMESTRE
REDAÇÃO DISSERTATIVA/ARGUMENTATIVA
Habilidades e competências
-Reconhecer as características mais gerais de textos opinativos (tese, argumento, contra-argumento, refutação).
- Identificar as três partes básicas que estruturam o texto dissertativo-argumentativo.
- Utilizar adequadamente as conjunções coordenativas e subordinativas na construção do texto argumentativo.
- Identificar o papel argumentativo dos conectivos e usá-los de modo a garantir coesão ao texto.
4° Bimestre
FOCO DO BIMESTRE
REDAÇÃO DISSERTATIVA/ARGUMENTATIVA
Habilidades e competências
- Reconhecer as características estruturais e as etapas básicas de textos dissertativos opinativos e expositivos.
- Estabelecer o tema, as ideias centrais e secundárias.
- Diferenciar fato de opinião e relacioná-los aos fatores que concorrem para a construção do ponto de vista.
- Relacionar intencionalidade discursiva ao contexto de produção, ao interlocutor e à finalidade comunicativa.
-Destacar diferentes posições sobre um mesmo fato pelo emprego dos verbos de elocução.
-Marcar linguisticamente impessoalidade, opinião e generalização.
- Usar conectivos coordenativos e subordinativos de modo a garantir coesão e coerência ao texto.
- Empregar os pronomes relativos de modo a garantir coesão ao texto.
- Identificar e promover relações de concordância e regência em textos dissertativo-argumentativos.
sábado, 29 de março de 2014
Gêneros de textos
Gêneros de textos
Gênero de texto refere-se às diferentes formas de expressão textual. Nos estudos da Literatura, temos, por exemplo, poesia, crônicas, contos, prosa, etc.Para a Linguística, os gêneros textuais englobam estes e todos os textos produzidos por usuários de uma língua. Assim, ao lado da crônica, do conto, vamos também identificar a carta pessoal, a conversa telefônica, o email, e tantos outros exemplares de gêneros que circulam em nossa sociedade.
Quanto à forma ou estrutura das sequências linguísticas encontradas em cada texto, podemos classificá-los dentro dos tipos textuais a partir de suas estruturas e estilos composicionais.
Gêneros Orais e Escritos na Escola
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Domínios sociais de comunicação
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Aspectos tipológicos
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Capacidade de linguagem dominante
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Exemplo de gêneros orais e escritos
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Cultura Literária Ficcional
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Narrar;
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Mimeses de ação através da criação da intriga no dominio
do verossímil
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[Conto Maravilhoso], Conto de Fadas, fábula,
lenda,narrativa de aventura, narrativa de ficção cientifica, narrativa de
enigma, narrativa mítica, sketch ou história engraçada, biografia romanceada,
romance, romance histórico, novela fantástica, conto, crônica literária,
adivinha, piada
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Documentação e memorização das ações humana
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Relatar
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Representação pelo discurso de experiências vividas,
situadas no tempo
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Relato de experiência vivida, relato de viagem, diário
íntimo, testemunho, anedota ou caso, autobiografia, curriculum vitae,
noticia, reportagem, crônica social, crônica esportiva, histórico, relato
histórico, ensaio ou perfil biográfico, biografia
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Discussão de problemas sociais controversos
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Argumentar
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Sustentação, refutação e negociação de tomadas de posição
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Textos de opinião, diálogo argumentativo, carta de leitor,
carta de solicitação, deliberação informal, debate regrado, assembleia,
discurso de defesa (advocacia), discurso de acusação (advocacia), resenha
crítica, artigos de opinião ou assinados, editorial, ensaio
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Transmissão e construção de saberes
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Expor
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Apresentação textual de diferentes formas dos saberes
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Texto expositivo, exposição oral, seminário, conferência,
comunicação oral, palestra, entrevista de especialista, verbete, artigo
enciclopédico, texto explicativo, tomada de notas, resumo de textos
expositivos e explicativos, resenha, relatório científico, relatório oral de
experiência
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Instruções e prescrições
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Descrever ações
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Regulação mútua de comportamentos
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Instruções de montagem, receita, regulamento, regras de
jogo, instruções de uso, comandos diversos, textos prescritivos
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Modalidades discursivas constituem as estruturas e as funções sociais (narrativas, discursivas, argumentativas) utilizadas como formas de organizar a linguagem. Dessa forma, podem ser considerados exemplos de gêneros textuais: anúncios, convites, atas, avisos, programas de auditórios, bulas, cartas, comédias, contos de fadas, crônicas, editoriais, ensaios, entrevistas, contratos, decretos, discursos políticos, histórias, instruções de uso, letras de música, leis, mensagens, notícias. São textos que circulam no mundo, que têm uma função específica, para um público específico e com características próprias. Aliás, essas características peculiares de um gênero discursivo nos permitem abordar aspectos da textualidade, tais como coerência e coesão textuais, impessoalidade, técnicas de argumentação e outros aspectos pertinentes ao gênero em questão. Fonte:
GÊNEROS LITERÁRIOS
GÊNEROS LITERÁRIOS
A
LITERATURA É A ARTE QUE SE MANIFESTA PELA PALAVRA, SEJA ELA FALADA OU ESCRITA.
Quanto à forma, o texto pode apresentar-se em prosa ou verso. Quanto ao
conteúdo, estrutura, e segundo os clássicos, conforme a "maneira de
imitação", podemos enquadrar as obras literárias em três gêneros:
Lírico: quando
um "eu" nos passa uma emoção, um estado; centra-se no mundo interior
do Poeta apresentando forte carga subjetiva. A subjetividade surge, assim, como
característica marcante do lírico. O Poeta posiciona-se em face dos
"mistérios da vida". A lírica já foi definida como a expressão da
"primeira pessoa do singular do tempo presente".
Dramático:
quando os "atores, num espaço especial, apresentam, por meio de palavras e
gestos, um acontecimento". Retrata, fundamentalmente, os conflitos humanos.
Épico:
quando temos uma narrativa de fundo histórico; são os feitos heróicos e os
grandes ideais de um povo o tema das epopéias. O narrador mantém um
distanciamento em relação aos acontecimentos (esse distanciamento é reforçado,
naturalmente, pelo aspecto temporal: (os fatos narrados situam-se no passado).
Temos um Poeta-observador voltado, portanto, para o mundo exterior, tornando a
narrativa objetiva. A objetividade é característica marcante do gênero épico. A
épica já foi definida como a poesia da "terceira pessoa do tempo
passado".
Esta
divisão tradicional em três gêneros literários originou-se na Grécia clássica,
com Aristóteles, quando a poesia era a forma predominante de literatura. Por
nos parecer mais didática, adotamos uma divisão em quatro gêneros literários,
desmembrando do épico o gênero narrativo
(ou, como querem alguns, a ficção), para enquadrar as narrativas em prosa.(*)
Poderíamos
reconhecer ainda o gênero didático, despido
de ficção e não identificado com a arte literária; segundo Wolfang Kayser,
"o didático costuma ser delimitado como gênero especial, que fica fora da
verdadeira literatura".
Gênero Lírico
Seu
nome vem de lira, instrumento musical que acompanhava os cantos dos
gregos. Por muito tempo, até o final da Idade Média, as poesias eram cantadas;
separando-se o texto do acompanhamento musical, a poesia passou a apresentar
uma estrutura mais rica. A partir daí, a métrica (a medida de um verso,
definida pelo número de sílabas poéticas), o ritmo das palavras, a divisão em
estrofes, a rima, a combinação das palavras foram elementos cultivados com mais
intensidade pelos poetas.
Mas,
cuidado! O que foi dito acima não significa que poesia, para ser poesia,
precise, necessariamente, apresentar rima, métrica, estrofe. A poesia do
Modernismo, por exemplo, desprezou esses conceitos; é uma poesia que se
caracteriza pelo verso livre (abandono da métrica), por estrofes irregulares e
pelo verso branco, ou seja, o verso sem rima. O que, também, não impede que
"subitamente na esquina do poema, duas rimas se encontrem, como duas irmãs
desconhecidas..."
Gênero Dramático
Drama, em grego, significa
"ação". Ao gênero dramático pertencem os textos, em poesia ou prosa,
feitos para serem representados. Isso significa que entre autor e público
desempenha papel fundamental o elenco (incluindo diretor, cenógrafo e atores)
que representará o texto.
O
gênero dramático compreende as seguintes modalidades:
Tragédia:
é a representação de
um fato trágico, suscetível de provocar compaixão e terror. Aristóteles
afirmava que a tragédia era "uma representação duma ação grave, de alguma
extensão e completa, em linguagem figurada, com atores agindo, não narrando,
inspirando dó e terror".(*)
Comédia: é a representação de um fato
inspirado na vida e no sentimento comum, de riso fácil, em geral criticando os
costumes. Sua origem grega está ligada às festas populares, celebrando a
fecundidade da natureza.(*)
Tragicomédia: modalidade em que se misturam
elementos trágicos e cômicos. Originalmente, significava a mistura do real com
o imaginário.(*)
Farsa: pequena peça teatral, de caráter
ridículo e caricatural, que crítica a sociedade e seus costumes; baseia-se no
lema latino Ridendo castigat mores (Rindo, castigam-se os costumes). (*)
Gênero Épico
A
palavra "epopéia" vem do grego épos, ‘verso’+ poieô, ‘faço’
e se refere à narrativa em forma de versos, de um fato grandioso e maravilhoso
que interessa a um povo. É uma poesia objetiva, impessoal, cuja característica
maior é a presença de um narrador falando do passado (os verbos aparecem no
pretérito). O tema é, normalmente, um episódio grandioso e heróico da história
de um povo.
Dentre
as principais epopéias (ou poemas épicos), destacamos:
Ilíada
e Odisséia (Homero,
Grécia; narrativas sobre a guerra entre Grécia e Tróia).
Eneida
(Virgílio, Roma;
narrativa dos feitos romanos)
Paraíso
Perdido (Milton,
Inglaterra)
Orlando
Furioso (Ludovico
Ariosto, Itália)
Os
Lusíadas (Camões,
Portugal)
Na
literatura brasileira, as principais epopéias foram escritas no século XVIII:
Caramuru (Santa Rita Durão)
O
Uraguai (Basílio da
Gama)
Gênero Narrativo
O
Gênero narrativo é visto como uma variante do gênero épico, enquadrando, neste
caso, as narrativas em
prosa. Dependendo da estrutura, da forma e da extensão, as
principais manifestações narrativas são o romance, a novela e o conto.
Em
qualquer das três modalidades acima, temos representações da vida comum, de um
mundo mais individualizado e particularizado, ao contrário da universalidade
das grandiosas narrativas épicas, marcadas pela representação de um mundo
maravilhoso, povoado de heróis e deuses.
As
narrativas em prosa, que conheceram um notável desenvolvimento desde o final do
século XVIII, são também comumente chamadas de narrativas de ficção.
Romance: narração de um fato imaginário, mas
verossímil, que representa quaisquer aspectos da vida familiar e social do
homem. Comparado à novela, o romance apresenta um corte mais amplo da vida, com
personagens e situações mais densas e complexas, com passagem mais lenta do
tempo. Dependendo da importância dada ao personagem ou à ação ou, ainda, ao
espaço, podemos ter romance de costumes, romance psicológico, romance policial,
romance regionalista, romance de cavalaria, romance histórico, etc.
Novela: na literatura em língua portuguesa,
a principal distinção entre novela e romance é quantitativa: vale a extensão ou
o número de páginas. Entretanto, podemos perceber características qualitativas:
na novela, temos a valorização de um evento, um corte mais limitado da vida, a
passagem do tempo é mais rápida, e o que é mais importante, na novela o
narrador assume uma maior importância como contador de um fato passado.
Conto: é a mais breve e simples narrativa
centrada em um episódio da vida. O crítico Alfredo Bosi, em seu livro O
conto brasileiro contemporâneo, afirma que o caráter múltiplo do conto
"já desnorteou mais de um teórico da literatura ansioso por encaixar a
forma conto no interior de um quadro fixo de gêneros. Na verdade, se comparada
à novela e ao romance, a narrativa curta condensa e potencia no seu espaço
todas as possibilidades da ficção".
Fábula:
narrativa
inverossímil, com fundo didático, que tem como objetivo transmitir uma lição
moral. Normalmente a fábula trabalha com animais como personagens. Quando os
personagens são seres inanimados, objetos, a fábula recebe a denominação de apólogo.
A
fábula é das mais antigas narrativas, coincidindo seu aparecimento, segundo
alguns estudiosos, com o da própria linguagem. No mundo ocidental, o primeiro
grande nome da fábula foi Esopo, um escravo grego que teria vivido no
século VI a.C. Modernamente, muitas das fábulas de Esopo foram retomadas por La Fontaine, poeta
francês que viveu de 1621 a
1695. O grande mérito de La
Fontaine reside no apurado trabalho realizado com a
linguagem, ao recriar os temas tradicionais da fábula. No Brasil, Monteiro
Lobato realizou tarefa semelhante, acrescentando, às fábulas tradicionais,
curiosos e certeiros comentários dos personagens que viviam no Sítio do Picapau
Amarelo. Fonte bibliográfica: 10
FIGURAS DE LINGUAGEM
FIGURAS DE LINGUAGEM
Definição: Figuras de
linguagem são certos recursos não-convencionais que o falante ou escritor cria
para dar maior expressividade à sua mensagem.
Figuras
de palavra
- são aquelas que resultam do emprego de uma palavra em um contexto que altera
sua significação habitual.
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METÁFORA
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É o emprego de uma palavra
com o significado de outra em vista de uma relação de semelhanças entre
ambas. É uma comparação subentendida.
Ex: Minha boca é um tumulo.
/Essa rua é um verdadeiro deserto.
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METONÍMIA
|
É a substituição de uma
palavra por outra, quando existe uma relação lógica, uma proximidade de
sentidos que permite essa troca. Ocorre metonímia quando empregamos:
a)
o autor pela obra - Minha professora leu Carlos Drumond para
nós. - Na verdade, ela leu textos
de Drumond.
b)
o continente
pelo conteúdo - Bebi apenas cinco copos de cerveja. -
Na verdade, o emissor bebeu cerveja e não os copos.
c)
o lugar pela
pessoa - O carioca marcou dois gols no jogo de
domingo. - Para referir-se a um
jogador nascido na cidade do Rio de Janeiro.
d)
o efeito pela
causa - Ela comprou a sua casa com muito suor e
economia. - Na verdade, suor é o efeito do trabalho.
e)
o instrumento
pela pessoa que o utiliza - Meu amigo
é bom de garfo. - Significa que a pessoa come muito.
f)
Matéria pelo
objeto - O gato quebrou toda a porcelana da
casa. - Todos os objetos feitos de porcelana.
g)
a marca pelo objeto - Ela usa gilete todo dia? - gilete é
marca de lâmina de barbear.
Vamos
tomar uma Brahma? - Brahma é marca de cerveja.
h) o lugar pelo produto
- O cheiro de havana pertuba-me. Havana, aqui, tomado como charuto
, produzido nessa cidade.
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CATACRESE
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É uma metáfora desgastada,
tão usual que já não percebemos. Assim, a catacrese é o emprego de uma
palavra no sentido figurado por falta de um termo próprio.
Ex: O menino quebrou o braço da
cadeira. /A manga
da camisa rasgou.
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SINESTESIA/
METÁFORA SISTÉSICA
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Consiste na fusão de
impressões sensoriais diferentes
Ex: Raquel tem um olhar
frio, desesperador. / Aquela criança tem um olhar tão doce.
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|
SINEDOQUE
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Nome que se dá um tipo de
metonímia em que a relação objetiva é parte pelo todo ou o todo pela parte.
Ex.
O Bigode faltou hoje. - Bigode é uma das características físicas
da pessoa a que o emissor se referiu.
|
|
COMPARAÇÃO
|
Consiste em atribuir
características de um ser a outro, em virtude de uma determinada semelhança.
Ex: O meu coração está igual a um céu cinzento.
/ O carro dele é rápido como um
avião.
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ANTONOMÁSIA
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É uma variedade da metonímia
. Emprego de um nome próprio em vez de um comum e vice-versa-
Ex. Zico, o galinho de
Quintino.
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Figuras
de sintaxe
- são aquelas que resultam de alguma alteração na ordem canônica (=típica,
normal) da estrutura da oração.
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ANACOLUTO
|
Consiste numa mudança
repentina da construção sintática da frase.
Ex: Ele, nada podia assustá-lo.
Nota: o anacoluto ocorre com
freqüência na linguagem falada, quando o falante interrompe a frase,
abandonando o que havia dito para reconstruí-la novamente
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ELIPSE
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Consiste na omissão de um
termo que fica subentendido no contexto, identificado facilmente.
Ex: Após a queda, nenhuma
fratura.
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ANÁFÓRA
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- Consiste
na repetição de uma palavra ou expressão para reforçar o sentido, contribuindo
para uma maior expressividade.
Ex: Cada alma é uma escada
para Deus, /Cada alma é um corredor-Universo para Deus,/ Cada alma é um rio
correndo por margens de Externo /Para Deus e em Deus com um sussurro noturno.
(Fernando Pessoa)
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ANÁSTROFE
HIPÉRBATO
SINQUISE
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Agrupamos essa três figuras porque todas elas
decorrem de uma alteração e ordem típica dos elementos nas orações , por
inversão de algumas de suas posições
Temos anástrofe quando , para obtenção de efeitos
estilísticos, o autor inverte a ordem canônica de alguns dos termos da
oração:
Ex;: Do pajem loiro a doce voz ouvi.
Há hipérbato quando a inversão é mais radical,
chegando a provocar confusão:
Ex; Ouviram do Ipiranga as margens plácidas.....
Há sinquise
quando a inversão provoca ambigüidade, ou seja, quando a inversão cria
a possibilidade de mais de uma interpretação.
Ex. Henrique, que a duras penas convenceu Paulo a
emprestar-lhe o dinheiro. (Paulo convenceu Henrique)
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POLISSÍNDETO
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É a repetição da conjunção
entre as orações de um período ou entre os termos da oração.
Ex: Chegamos de viagem e
tomamos banho e saímos para dançar.
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PLEONASMO
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Consiste na intensificação
de um termo através da sua repetição, reforçando seu significado.
Ex: Nós cantamos um canto
glorioso.
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SILEPSE
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Ocorre quando a concordância
é realizada com a idéia e não sua forma gramatical. Existem três tipos de
silepse: gênero, número e pessoa.
De
gênero.
Ex: Vossa excelência está preocupado com as notícias. (a palavra vossa
excelência é feminina quanto à forma, mas nesse exemplo a concordância se deu
com a pessoa a que se refere o pronome de tratamento e não com o sujeito).
De
número.
Ex: A boiada ficou furiosa com o peão e derrubaram a cerca. (nesse caso a
concordância se deu com a idéia de plural da palavra boiada).
De
pessoa
Ex: As mulheres decidimos não votar em
determinado partido até prestarem conta ao povo. (nesse tipo de silepse, o
falante se inclui mentalmente entre os participantes de um sujeito em 3ª
pessoa).
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ASSÍNDETO
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Ocorre quando há a ausência
da conjunção entre duas orações.
Ex: Chegamos de viagem,
tomamos banho, depois saímos para dançar.
|
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QUIASMO
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Construção bimembre em que
os elementos se cruzam em X:
Ex; E zumbia e voava e voava
e zumbia".
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Figuras
de Pensamento
- são aquelas que resultam ora de uma
discordância entre o sentido literal de uma expressão linguística e os verdadeiros propósitos que levam alguém a utilizá-las em determinado contexto (ironia e
prosopopéia); ora de um realce que é
dado uma ideia que se quer salientar ( hipérbole, antítese, paradoxo) ou
minimizar(eufemismo).
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HIPÉRBOLE
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É um exagero intencional com
a finalidade de tornar mais expressiva a idéia.
Ex: Ela chorou rios de
lágrimas. /Muitas pessoas morriam
de medo da perna cabeluda.
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EUFEMISMO
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Consiste em suavizar
palavras ou expressões que são desagradáveis.
Ex: Ele foi repousar no céu,
junto ao Pai. (repousar no céu = morrer) /Os homens públicos envergonham
o povo. (homens públicos = políticos)
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IRONIA
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Consiste
na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o contrário do que pensamos.
Ex: Que alunos inteligentes,
não sabem nem somar. / Se você gritar mais alto, eu agradeço.
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PROSOPOPÉIA
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É uma figura de linguagem
que atribui características humanas a seres inanimados. Também podemos
chamá-la de PERSONIFICAÇÃO
Ex: O céu está mostrando sua
face
mais bela. / O cão mostrou grande
sisudez.
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ANTÍTESE
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Consiste no uso de palavras
de sentidos opostos.
Ex: Nada com Deus é tudo. /Tudo sem Deus é nada.
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PARADOXO
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Resulta da associação de
ideias ou conceitos que criam verdadeiras contradições.
Ex.; Amor é fogo que arde
sem se ver, é ferida que dói e não se sente...
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PERÍFRASE
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É a designação de um ser
através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que o
celebrizou.
Ex: A Veneza Brasileira
também é palco de grandes espetáculos. (Veneza Brasileira = Recife)
A Cidade Maravilhosa está
tomada pela violência. (Cidade Maravilhosa = Rio de Janeiro)
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