terça-feira, 20 de março de 2012

Simulado - Análise Textual

Instruções para as questões de números 1 a 6.

Cada um dos períodos abaixo foi redigidos de cinco formas diferentes. Leia-os todos com a tenção e selecione a letra que corresponde ao período que tem melhor redação,
considerando correção, clareza, concisão ,elegância.
01 - (SJRP-JUNDIAÍ)
a) Um sentimento pungente me dominava, abafando uma vaga, uma imprecisa sensação de sarcasmo.
b) Eu sentia duas coisas: uma imprecisa sensação de sarcasmo e um sentimento pungente que, ao dominar-me, abafava o mesmo.
c) Uma imprecisa e vaga sensação sarcástica me abafava a pungência que me dominava.
d) O sarcasmo impreciso e vago era abafado pelo sentimento que eu sentia, pungente dentro de mim.
e)Tão pungente que era, denominava-me um sentimento que abafava a sensação de sarcasmo, por sua vez, vaga e imprecisa.
02 - (SJRP-JUNDIAÍ)
a)A pouco a pouco, eis que vão desaparecendo do nosso litoral do Ceará as dunas, que restavam como derradeiro recurso natural doa últimos que o homem não tocou.


b)As constas Cearenses estão perdendo aos poucos as dunas, que o homem deixou em último lugar, dos recursos naturais que ele mesmo vai destruindo.


c)As dunas que representam um dos últimos recursos naturais intocados pelo homem, estão desaparecendo pouco a pouco da costa cearense.


d)No Ceará, vão sumindo pouco por pouco os recursos naturais de que as dunas são um deles, mas o homem vai pondo a perder, o litoral


e)Por obra do homem, os recursos naturais entre os quais as dunas da costa do Ceará, vão sendo destruídas aos poucos


03 - (SJRP-JUNDIAÍ)


a)A política externa americana, depois da guerra, precisa fornecer aos seus presidentes um triunfo ribombante, para que em política interna os mesmos criem uma boa imagem
de si..


b)As imagens dos presidentes americanos, como se viu depois da guerra, só ficam boas internamente quando um sucesso enorme externamente contribui para tal melhoria.


c)Após a guerra, o exemplo que se vê é esse, que todos os presidentes americanos melhorem sua imagem interna às custas de uma política externa capaz de fazê-lo.


d)Em termos de imagem interna, sucede aos presidentes americanos que, no período de pós-guerra, só uma política externa favorável consegue melhorar a mesma.


e)A julgar pelos exemplos de pós-guerra, todo presidente americano precisa de um triunfo retumbante em política externa para firmar a sua imagem no plano interno


04 - (SJRP-JUNDIAÍ)


a)Empurradas por ventos de mais de 60 quilômetros horários, as dunas, em alguns trechos, chegaram a avançar até 300 metros.


b)Os ventos, de até mais de 60 quilômetros por hora, empurraram as dunas, avançando-as em certos pontos de até 300 metros.


c)As dunas que são empurradas por ventos que ultrapassam 60 quilômetros à hora , ocuparam trechos que avançam até 300 metros.


d)A velocidade de mais de 60 quilômetros à hora imprimem um impulso nas dunas em alguns trechos, cobrindo uma faixa de até 300 metros, devido ao vento.


e)Cerca de 300 metros de certos trechos, foram cobertos pelas dunas que avançavam; tendo sido empurradas pelo vento de mais de 60 quilômetros horários.


05 - (SJRP-JUNDIAÍ)


a)Impossível dizer, no que tange ao atual movimento poético, a extensão e sua persistência.
b)A persistência e extensão do movimento poético da atualidade é impossível determinar.
c)É impossível determiná-los, com relação à persistência e extensão do movimento poético contemporâneo.
d)Não é possível determinar nem a extensão nem a persistência do atual movimento poético.
e)É impossível determinar a extensão como a persistência da atualidade da poesia que nele se faz.


06 - (SJRP-JUNDIAÍ)
a)Esta presente geração hodierna, se guardar o entusiasmo, terá o futuro em suas mãos.
b)Na mão do jovem está o futuro, senão afrouxar seu entusiasmo.
c)Contando que lhe não afrouxe o entusiasmo, a geração atual tem nas mãos o futuro.
d)Se não lhe afrouxar o entusiasmo, o futuro pertence à mão do jovem atual.
e)Guardando o entusiasmo, será esta a condição par que a geração atual tenha ao futuro nas mãos.

Instruções para as questões de número 7 a 10.

Essas questões referem-se à compreensão de leitura. Leia atentamente cada uma delas e assinale a alternativa que esteja de acordo com o texto. Baseie-se exclusivamente nas
informações nele contidas.


07 - (UEMT-LONDRINA) “Não muito remota é a conquista pedagógica que consiste na interpretação psicológica da criança como criança, e não como adulto em miniatura. Até
então, a criança tinha sido considerada do ponto de vista do adulto, olhada como um adulto ante um binóculo invertido; aquilo que fosse útil ao inútil par o adulto, igualmente o
seria, guardadas as devidas proporções para a criança.”


Segundo o texto:


a)O comportamento da criança é a uma antecipação do comportamento do adulto.
b)Atualmente, a pedagogia considera a criança um ser qualitativamente diferenciado do adulto.
c)A pedagogia moderna, para interpretar o comportamento do adulto, tem que reportar-se à infância.
d)Para a corrente pedagógica moderna, a não ser por uma questão de grau, a motivação intrínseca da criança é a mesma que a do adulto.
e) O comportamento humano é explicado por fatores que são os mesmo tanto par a criança quanto para o adulto.


08 - (UEMT-LONDRINA) “Para vendermos produtos, mesmos mais baratos, os salários das classes mais baixas precisariam ser maiores.”


Conclui-se do texto que:


a)As classe pobres podem comprar apenas os produtos cujo preço foi sensivelmente reduzidos.
b)O fato de os salários serem baixos induz as classes pobres à indiferença diante de suas necessidade do consumo..
c)As calasses pobres, em face de seus baixos vencimentos, não se importam com a qualidade dos produtos que consomem
d)As classes pobres se endividam demasiadamente, já que, por força dos baixos salários que recebem, têm poder aquisitivo muito reduzido.
e)A redução do preço dos produtos não é suficiente para colocá-los ao alcance dos salários das classes mais baixas.


09 - (UEMT-LONDRINA) “A idéia de que diariamente, cada hora, a cada minuto e em cada lugar se realizam milhares de ações que me teriam profundamente interessado, de que eu deveria certamente tomar conhecimento e que, entretanto, jamais me serão comunicadas – basta par tirar o sabor a todas as perspectivas de ação que encontro a minha frente. O pouco que eu pudesse obter não compensaria jamais esse infinito perdido.”


De acordo com o texto , para o autor:


a)a consciência da impossibilidade de participar de todos os acontecimentos diminui a importância de seus atos.
b)O interesse que o indivíduo manifesta em participar dos acontecimentos é maior que sua capacidade par dirigi-los.
c)O mundo ganha valia com o conjunto das ações humanas, mas destrói o sabor que a vida possa, individualmente, oferecer aos homens.
d)O mundo não se resolve nos gestos individuais, mas resulta do conjunto da ação harmoniosa dos indivíduos.
e)A impotência de participar dos acontecimentos de seu tempo traz, como conseqüência, o descaso pela ação humana.


10 - (UEMT-LONDRINA) “Um dia desta semana, farto de vendavais, naufrágios, boatos, mentiras, polêmicas, farto de ver como se descompõem os homens, acionistas e diretores, importadores e industriais, farto de mim, de ti, de todos, de um tumulto sem vida, de um silêncio sem quietação, peguei de uma página de anúncios (...)".
Dizendo-se farto "de um tumulto sem vida, de um silêncio sem quietação”, o cronista permite-nos concluir que ele vê o mundo como:


a)incompreensível
b)contraditório
c)autoritário
d)Indiferente
e)Inatingível


Quando Platão considerava os homens, pensava neles, naturalmente, do ponto de vista de seu próprio interesse pala vida do intelecto. Classificando as forças humanas desde a amais elevada até a amais baixa, citava em primeiro lugar a razão; depois a coragem, e por último, os sentidos e os desejos.
Segundo o texto:
11 - (UEMT-LONDRINA)
a)A classificação das forças da natureza humana que Platão estabelece decorre de uma hierarquia de valores universalmente aceitos.
b)As forças humanas, segundo Platão, não podem ser submetidas a hierarquias de valores.
c)A classificação das forças humanas, como foi concebida por Platão, deu-se em função da elevada capacidade de intelectual desse filósofo.
d)Os sentidos e os desejos, embora inferiores às outras forças humanas, são intelectualmente valorizados pelos homens.
e)Platão ao classificar as forças humanas, estabeleceu entre elas uma hierarquia, alicerçada em critério evidentemente pessoal.


A palavra destacada pode ser substituída, sem alteração do sentido da frase, por:


12 - (UEMT-LONDRINA) Seu caráter insidioso desagradava a gregos e troianos.
a)invejoso
b)mesquinho
c)pérfido
d)irresponsável
e)insinuante


13 - (UEMT-LONDRINA) Os jagunços deslizavam-lhes adiante, impondo todas as fadigas de uma perseguição improfícua.


a)inútil
b)delituosa
c)selvagem
d)imponderável
e)inoportuna


14 - (UEMT-LONDRINA) Um exame perfunctório do problema traria a solução desejada.
a)superfícial
b)atento
c)arguto
d)consciente
e)imparcial


15 - (UEMT-LONDRINA) Nessa edição foram insertos dois capítulos.


a)retirados
b)revistos
c)reescritos
d)impressos
e)introduzidos


16 - (UEMT-LONDRINA) A melodia causava-lhe inefável sensação, talvez de saudade, talvez de angústia.

a)rara
b)estranha
c)indizível
d)melancólica
e)interminável


17 - (UEMT-LONDRINA) era notória a probidade de sua vida.


a)pobreza
b)honradez
c)mediocridade
d)rotina
e)miséria


18 - (UEMT-LONDRINA) A batuta do maestro fendia airosamente o espaço.


a)aereamente
b)marcialmente
c)desajeitadamente
d)rudemente
e)elegantemente


19 - (UEMT-LONDRINA) Na puerícia, a vida é feita de encantos
a)mocidade
b)adolescência
c)pré-puberdade
d)puberdade
e)infância

As questões de 20 a 22 são a respeito do texto abaixo.
“Era uma galinha de Domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã. Parecia calma. Desde Sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela... Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio. Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou – o tempo da cozinheira dar um grito – e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num pé ora no outro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante o calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta hesitante e trêmula escolhia com urgência ouro rumo . A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa, o grito de conquista havia soado. Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante no beiral de telhado e, enquanto o rapaz galgava outros comdificuldade, tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre. Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa e pousada no chão da cozinha com certa violência.”


20 - (FGV) Indique uma passagem em que o autor alude ironicamente ao recônditos instintos selvagens do dono da casa.
a)“o rapaz, porém, era um caçador adormecido.
b)“ pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida...
c) “... o rapaz alcançou-a.”
d)“... resolveu seguir o itinerário da galinha...”


21 - (FGV) Indique uma passagem que traduz exatamente o que representava a galinha para a família.
a)“... ninguém olhava par ela...”
b)“foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas...”
c)“... viu o almoço junto de uma chaminé...”
d)nenhuma das alternativas anteriores


22 - (FGV) A fuga da galinha causa consternação à família porque:
a)ao alcançar o telhado, “lá ficou em adorno deslocado...”
b)“nunca se adivinharia nela um anseio.”
c)Estava “sozinha no mundo, sem pai nem mãe...”
d)“era uma galinha de domingo

As questões de 23 a 25 são a respeito do texto abaixo:
“Não tendo assistido à inauguração dos bondes elétricos, deixei de falar neles. Nem sequer entrei em algum, mais tarde, para receber as impressões da nova atração e contá-las. Daí o meu silêncio da outra semana. Anteontem, porém, indo pela praia da Lapa, em um bonde comum, encontrei um dos elétricos, que descia. Era o primeiro que estes meus olhos viam andar. Para não mentir, direi que o que me impressionou, antes da eletricidade, foi o gesto do cocheiro. Os olhos do homem passavam por cima da gente que ia no meu bonde, com um grande ar de superioridade, Posto não fosse feio, não era as prendas físicas que lhe davam aquele aspecto. Sentia-se nele convicção de que inventara, não só o bonde elétrico, mas a própria eletricidade. Não é meu ofício censurar as meias glórias ou glórias de empréstimo, como lhe queiram chamar espíritos vadios. As glórias de empréstimo, se não valem tanto como as de plena propriedade, merecem sempre alguma mostra de simpatia. Para que arrancar um homem a essa agradável sensação? Que tenho para lhe dar em troca? Em seguida, admirei a marcha serena do bonde, deslizando como os barcos dos poetas, ao sopro da brisa invisível e amiga. Mas, como íamos em sentido contrário, não tardou que nos perdêssemos de vista, dobrando ele para o largo da Lapa e rua do Passeio, e entrando eu na rua do Catete. Nem por isso o perdi de memória. A gente do meu bonde ia saindo aqui e ali, outra gente estava adiante e eu pensava no bonde elétrico.”

(Machado de Assis – A Semana – Rio, Jacksom, 1955)


23 - (FGV) Para Machado de Assis, o conforto do bonde elétrico:


a)não vale “a marcha serena” do bonde comum.
b)Compensa as “meias glórias” ou “glorias inteiras.
c)Impressionou menos do que a atitude do cocheiro.
d)Não poderia ser trocado pela “agradável sensação”
proporcionada pelo bonde comum


24 - (FGV) Para o autor, o “ar de superioridade “ do cocheiro devia-se.


a)à certeza íntima de que inventara a eletricidade.
b)Às suas prendas físicas, pois não era feio.
c)Às suas prendas físicas, embora fosse feio.
d)Ao advento da eletricidade


25 - (FGV) Segundo o texto, o autor considera que:


a)atitudes alheias não devem ser censuradas, pois são “glorias de empréstimos”
b)mesmo os bondes comuns merecem nossa simpatia e não devem ser desprezados.
c)Só as “glórias de plena propriedade” são válidas.
d)Não vale a pena desfazer uma :” agradável sensação”.

As questões 26 a 27 são a respeito do texto abaixo:
“Conheci que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez. Ela revelou pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente. A culpa foi minha, ou antes a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste. E falando assim, compreendo que perco o tempo. Com efeito, se me escapa o retrato moral de minha mulher, para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever. Quando os grilos cantam, sento-me aqui à mesa da sala de jantar, bebo café, acendo o cachimbo. Às vezes as idéias não vêm, ou vêm muito numerosas- e a folha permanece meio escrita, como estava na véspera. Releio algumas linhas, que me desagradam. Não vale a pena tentar corrigi-las. Afasto o papel. Emoções indefiníveis me agitam – inquietação terrível, desejo doido de voltar, de tagarelar novamente com Madalena, como fazíamos todos os dias, a esta hora. Saudade? Não, não é isto: é desespero, raiva, um peso enorme no coração. Procuro recordar o que dizíamos. Impossível. As minhas palavras eram apenas palavras, reprodução imperfeita de fatos exteriores, e as dela tinham alguma coisa que não consigo exprimir. Para senti-las melhor, eu apagava as luzes, deixava que a sombra nos envolvesse até ficarmos dois vultos indistintos na escuridão.”

(Graciliano Ramos – São Bernardo – São Paulo, Liv.Martins Editora)


26 - (FGV) Segundo o texto, o narrador não pôde conhecer totalmente sua esposa, Madalena, sobretudo:


a)porque ela nunca se revelou inteiramente.
b)Por causa “desta vida agreste”
c)Por ser sempre agitado por indefiníveis emoções.
d)Porque as palavras são reproduções imperfeitas das inquietações.


27 - (FGV) A narrativa é inútil, porque o narrador:


a)não conseguiu compor um retrato moral de sua esposa.
b)Foi forçado a escrever.
c)Tem uma alma agreste.
d)Não gosta do que escreve.

As questões 28 a 29 são a respeito do texto abaixo:
“Durante muito tempo o único objetivo dos sinais era evitar colisões nos cruzamentos perigosos. Enquanto havia poucos veículos nas ruas, isso era válido; hoje, porém, a principal finalidade dos sinais luminosos é regularizar o tráfego, evitando ao máximo os transtornos dos congestionamentos. Os sinais luminosos se aperfeiçoaram bastante. Do sinal manual da Quinta –Avenida chegamos aos sinais controlados por computador que já existem no Brasil. O mais comum entre nós é o sinal em que cada uma das luzes fica aberta durante um tempo previamente determinado. Esse é o modelo americano, diferente de um aparecido inicialmente na Inglaterra, em que o tempo de abertura das luzes varia de acordo com a intensidade do tráfego: o controle geralmente, se faz por um dispositivo colocado sobre o pavimento e acionado pelas próprias rodas dos veículos. Mesmo com os modernos sinais de tempo prefixado ou os avançadíssimos controlados por computador – cujos modelos mais sofísticados usam até circuitos fechados de televisão para acompanhar a corrente do tráfego nos locais de intenso movimento – as formas antigas de controlar o trânsito continuam a ser usadas: dependendo do caso, são ainda mais seguras e/ ou econômicas. Por isso vemos, em muitas cidades brasileiras e do mundo inteiro, guardasinaleiros (às vezes atuando junto com o sinal) , sinais luminosos manuais e até semáforos do tipo primitivo, manuais, ou elétricos.”


28 - Do texto se conclui que:


a)nas ruas de tráfego intensos sinais luminosos são acionados pelas próprias rodas dos veículos.
b)Nas ruas de tráfico intenso guarda-sinaleiros substituem os sinais luminosos;
c)O modelo inglês de sinal luminoso foi adotado há alguns anos pelo governo da Guanabara;
d) O modelo americano de sinal luminoso é muito usado no Brasil.


29 - Do texto se infere que:


a)os programas de televisão de grande audiência são utilizados para melhor controle do tráfego.
b)Os dispositivos de controle do tráfego não podem ser acionados pelos guarda-sinaleiros.
c)O aperfeiçoamento dos sinais luminosos não levou a sofisticação das técnicas de controle de tráfego
d)Como a maior intensidade do tráfego, o objetivo dos sinais luminosos mudou


30 - De acordo com o texto, o sinal luminoso pode ser definido:


a)como um invento que superou as formas antigas de controle de tráfego.
b)Com um invento ultrapassado, que foi superado pelo computador eletrônico.
c)Como um invento destinado a evitar colisões e regularizar o tráfego.
d)Como um invento destinado a auxiliar o trabalho dos guarda-sinaleiros

GABARITO

01)A
02)C
03)E
04)A
05)D
06)C
07)B
08)E
09)A
10)B
11)E
12)C
13)A
14)A
15)D
16)C
17)B
18)E
19)A
20)A
21)C
22)D
23)B
24)D
25)B
26)B
27)B
28)D
29)D
30)C

quarta-feira, 7 de março de 2012

Como fazer Resenha

É um tipo de resumo crítico mais abrangente que permite: comentários, opiniões julgamento de valor e comparações com outras obras do mesmo gênero.

Para que serve? Sintetizar, interpretar e criticar.

Estrutura:
·         Nome do autor
·         Título e subtítulo da obra
·         Nome da editora
·         Lugar e data da publicação
·         Número de páginas
·         Nome autor da resenha

Análise temática:
a)      De que trata o texto?
b)      Sob que perspectiva o autor tratou o tema?
c)      Qual o problema focalizado?
d)     Como o autor soluciona, resolve?
e)      Como o autor demonstra seu raciocínio?
f)       Há outros assuntos paralelos a idéia central?

Análise textual:
a)      Vocabulário
b)      Verificar as ideias fatos apresentados
c)      Autoridade dos autores
d)     Esquematização das idéias expostas

Análise crítica:
a)      Texto coerente?
b)      Qual o alcance do texto?
c)      Qual a validade das ideias?
d)     Que contribuições apresenta?
e)      O autor atingiu os objetivos propostos?
f)       A conclusão está apoiada em fatos?
g)      Que questões o texto levanta?

Esquema explicativo de como elaborar uma Resenha

Passo 1

Leitura dirigida

Momento 1: Leia o texto sem marcar nada. Para identificar a idéia/mensagem central. Não sublinhe, não marque o texto, não anote nada, simplesmente leia do início ao fim. Ao final pergunte-se: qual é a idéia principal do texto? E as secundárias? Do que trata o texto? Se você não conseguir responder essas perguntas, leia de novo. Se responder, passe para o segundo momento.

Momento 2: Leia para destacar os trechos significativos e representativos da idéia central e informações complementares. Agora sublinhe, marque, faça os destaques dos parágrafos significativos.




Passo 2

A Resenha

Momento 1: Faça uma folha de rosto (mesmas informações contidas na capa do trabalho)

Momento 2: Comece escrevendo a bibliografia do texto segundo as normas da ABNT.

Momento 3: Comece fazendo um resumo, sintetizando o conteúdo do texto. Exemplo: O texto trata do tema meio ambiente. O autor defende a ideia que.....Segundo o autor.......Para o autor.....O autor também refere que.....

Momento 4: Faça as transcrições dos trechos que marcou. Após cada trecho coloque o número da página entre parênteses. Exemplo: O autor refere que: “o meio ambiente deve ser preservado” (p. 34), “a natureza precisa de cuidados tanto quanto os seres humanos” (p. 35).......
Momento 5: Faça agora seus comentários sobre o que entendeu, como entendeu o texto. Escreva sua opinião, seu entendimento sobre as ideias contidas no texto. Exemplo: A meu ver o texto.....Entendo que o meio ambiente deve.....Acredito que a natureza....Penso....


TEIXEIRA, Elizabeth. As três metodologias: acadêmica, da ciência e da pesquisa. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 2007. p. 40-41.

Fichamento

É uma das fases da Pesquisa Bibliográfica, seu objetivo é facilitar o desenvolvimento das atividades acadêmicas e profissionais. Pode ser utilizado para:
v  Identificar as obras;
v  Conhecer seu conteúdo;
v  Fazer citações;
v  Analisar o material;
v  Elaborar a crítica;
v  Auxiliar e embasar a produção de textos;
Classificação de Fichamento:
FICHAMENTO TEXTUAL - é o que capta a estrutura do texto, percorrendo a sequência do pensamento do autor e destacando: ideias principais e secundárias; argumentos, justificações, exemplos, fatos etc., ligados às ideias principais. Traz, de forma racionalmente visualizável - em itens e de preferência incluindo esquemas, diagramas ou quadro sinóptico - uma espécie de “radiografia” do texto.
FICHAMENTO TEMÁTICO - reúne elementos relevantes (conceitos, fatos, ideias, informações) do conteúdo de um tema ou de uma área de estudo, com título e subtítulos destacados. Consiste na transcrição de trechos de texto estudado ou no seu resumo, ou, ainda, no registro de ideias, segundo a visão do leitor. As transcrições literais devem vir entre aspas e com indicação completa da fonte (autor, título da obra, cidade, editora, data, página). As que contêm apenas uma síntese das ideias dispensam as aspas, mas exigem a indicação completa da fonte. As que trazem simplesmente ideias pessoais não exigem qualquer indicação.
FICHAMENTO BIBLIOGRÁFICO - consiste em resenha ou comentário que dê ideia do que trata a obra, sempre com indicação completa da fonte. Pode ser feito também a respeito de artigos ou capítulos isolados, a arquivado segundo o tema ou a área de estudo. O Fichamento bibliográfico completa a documentação textual e temática e representa um importante auxiliar do trabalho de estudantes e professores.
O processo de fichamento ajuda o estudante a assimilar a matéria e levantar as ideias do texto, analisando-o e ordenando o conteúdo (CRUZ; RIBEIRO, 2004, p.91).
Ficha bibliográfica por autor
Anota-se: o nome do autor (na chamada), o título da obra, edição, local de publicação, editora, ano da publicação, número do volume se houver mais de um e número de páginas.
Exemplo:
Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS, E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 214 p.

Local: Biblioteca Fortium

Ficha bibliográfica por assunto
“Esse tipo de fichamento é mais fácil de trabalhar. As instruções indicadas no item anterior repetem-se aqui, sendo que desta vez o assunto deve estar encabeçando a ficha (na chamada)” (MOTA apud CRUZ; RIBEIRO, 2004, p.92).

Exemplo:
Conhecimento científico
Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS,E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995. 214 p.

Local: Biblioteca Fortium

Ficha de transcrição (ou de citação)
“Este tipo de fichamento serve para que o pesquisador selecione as passagens que achar mais interessantes no decorrer da obra. É necessário que seja reproduzido fielmente o texto do autor (cópia literal). Após a transcrição, indica-se a referência bibliográfica cabível, ou então encabeça-se a ficha com a referência bibliográfica completa da obra e após a(s) citação(ões), coloca(m)-se o(s) número(s) da(s) página(s) de origem. Se o trecho for citado entre aspas duplas e no seu curso houver uma palavra ou expressão com aspas, estas deverão aparecer sob a forma de aspas simples (’)” (MOTA apud CRUZ; RIBEIRO, 2004, p.92).
Se houver erros de grafia ou gramaticais, copia-se como está no original e escreve-se entre parênteses (sic).
A supressão de palavras é indicada com três pontos entre parênteses [...].
Supressão de um ou mais parágrafos intermediários é indicado por uma linha pontilhada.
Exemplo:
 Título: Metodologia Científica
Título do texto: Ciência e conhecimento Científico
Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS, E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995.

“O conhecimento popular e o científico possui objetivo comum, mas o que os diferencia é a forma, o modo e os instrumentos do ‘conhecer’. Uma das diferenças é quanto à condição ou possibilidade de se comprovar o conhecimento que se adquire no trato direto com as coisas e o ser humano”. (1995, p.10).

Local: Biblioteca Fortium

Ficha de resumo ou comentário
Você pode utilizar esse tipo de ficha para expor, abreviadamente, as principais ideias do autor ou também para sintetizar as ideias principais de um texto ou de uma aula. A ficha de resumo deve ser breve e redigida com as próprias palavras, não precisando obedecer à estrutura da obra.
Título: Metodologia Científica
Título do texto: Ciência e conhecimento Científico
Subtítulo: Conhecimento científico
Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS, E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995.

O conhecimento científico se caracteriza pela possibilidade de se comprovar os dados obtidos nas investigações acerca dos objetos. (p. 10).

Ideação: Após a leitura da obra em referência chega-se ao posicionamento...

Observação: falar de algum apêndice, gráfico, tabela, que são importantes e que compõem a obra.

Local: Biblioteca Fortium

Ficha de documentação geral
A função dessas fichas consiste em coletar e guardar materiais úteis, retirados de fontes perecíveis como: artigos de jornais, revistas, textos, roteiros de seminários, trabalhos didáticos, etc.
Exemplo:
Título
Texto colado

Fonte/data/página

Local:

Ficha de vocabulário técno-linguístico
É uma espécie de glossário que guarda os conceitos e categorias específicos de cada área do saber ou disciplina. Servem para esclarecer os conceitos fundamentais de cada tema estudado.
Exemplo:
Título: Metodologia Científica
Título do texto: Ciência e conhecimento Científico

Referência:
MARCONI, M.A; LACKATOS,E.M. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1995.

Ciência=.....................
Conhecimento=........................
Dados=............................
Informações=........................

Local: Biblioteca Fortium

Atividades

Elabore uma ficha:
bibliográfica por autor - bibliográfica por assunto - de transcrição (ou de citação) - de resumo ou comentário
de vocabulário técno-linguístico - de documentação geral

Referência Bibliográfica: CRUZ, Carla; RIBIEIRO, Uirá. Metodologia Científica: Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Axcel Books, 2004.

Como construir um texto Dissertativo

01. Interpretação do tema
Devemos interpretar cuidadosamente o tema proposto, pois a fuga total a este implica em zerar a prova de redação;
02. Levantamento de ideias
A melhor maneira de levantar ideias sobre o tema é a auto indagação;
03. Construção do rascunho
Construa o rascunho sem se preocupar com a forma. Priorize, nesta etapa, o conteúdo;
04. Pequeno intervalo
Suspenda a atividade redacional por alguns instantes e ocupe-se com outras provas, para que possa desviar um pouco a atenção do texto; evitando, assim, que determinados erros passem despercebidos;
05. Revisão e acabamento
Faça uma cuidadosa revisão do rascunho e as devidas correções;
06. Versão definitiva
Agora passe a limpo para a versão definitiva, com calma e muito cuidado!
07. Elaboração do título
O título deve ser urna frase curta condizente com a essência do tema.

Orientação para Elaborar uma Dissertação
Seu texto deve apresentar tese, desenvolvimento (exposição/argumentação) e conclusão.
Não se inclua na redação, não cite fatos de sua vida particular, nem utilize o ainda na 1ª pessoa do plural.
Seu texto pode ser expositivo ou argumentativo (ou ainda expositivo e argumentativo). As ideias-núcleo devem ser bem desenvolvidas, bem fundamentadas.
Redija na 1ª pessoa do singular ou do plural, ou fundamentadas. Evite que seu texto expositivo ou argumentativo seja urna sequência de afirmações vagas, sem justificativa, evidências ou exemplificação.
Atente para as expressões vagas ou significado amplo e sua adequada contextualização.
Ex.: conceitos como “certo”, “errado”, “democracia”, “justiça”, “liberdade”, “felicidade” etc.
Evite expressões como “belo”, “bom”, “mau”, “incrível”, “péssimo”, “triste”, “pobre”, “rico” etc.; são juízos de valor sem carga informativa, imprecisos e subjetivos.
Fuja do lugar-comum, frases feitas e expressões cristalizadas: “a pureza das crianças”, “a sabedoria dos velhos”. A palavra “coisa”, gírias e vícios da linguagem oral devem ser evitados, bem como o uso de “etc.” e as abreviações.
Não se usam entre aspas palavras estrangeiras com correspondência na língua portuguesa: hippie, status, dark, punk, laser, chips etc.
Não construa frases embromatórias. Verifique se as palavras empregadas são fundamentais e informativas.
Observe se não há repetição de ideias, falta de clareza, construções sem nexo (conjunções mal empregadas), falta de conexão de ideias nas frases e nos parágrafos entre si, divagação ou fuga ao tema proposto.
Caso você tenha feito uma pergunta na tese ou no corpo do texto, verifique se a argumentação responde à pergunta. Se você eventualmente encerrar o texto com uma interrogação, esta pode estar corretamente empregada desde que a argumentação responda à questão. Se o texto for vago, a interrogação será retórica e vazia.
Verifique se os argumentos são convincentes: fatos notórios ou históricos, conhecimentos geográficos, cifras aproximadas, pesquisas e informações adquiridas através de leituras e fontes culturais diversas.
Se considerarmos que a redação apresenta entre 20 e 30 linhas, cada parágrafo pode ser desenvolvido entre 3 e 6 linhas. Você deve ser flexível nesse número, em razão do tamanho da letra ou da continuidade de raciocínio elaborado. Observe no seu texto os parágrafos prolixos ou muito curtos, bem corno os períodos muito fragmentados, que resultam numa construção primária.
Seguem alguns modelos
TEMA: “DENÚNCIAS, ESCÂNDALOS, CASOS ILÍCITOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE... ISSO É O QUE OCORRE NO BRASIL HOJE.”.
Uma nova ordem
Nunca foi tão importante no País uma cruzada pela moralidade. As denúncias que se sucedem, os escândalos que se multiplicam, os casos ilícitos que ocorrem em diversos níveis da administração pública exibem, de forma veemente, a profunda crise moral por que passa o País.
O povo se afasta cada vez mais dos políticos, como se estes fossem símbolos de todos os males. As instituições normativas, que fundamentam o sistema democrático, caem em descrédito. Os governantes, eleitos pela expressão do voto, também engrossam a caldeira da descrença e, frágeis, acabam comprometendo seus programas de gestão.
Para complicar, ainda estamos no meio de uma recessão que tem jogado milhares de trabalhadores na rua, ampliando os bolsões de insatisfação e amargura.
Não é de estranhar que parcelas imensas do eleitorado, em protesto contra o que veem e sentem, procurem manifestar sua posição com o voto nulo, a abstenção ou o voto em branco. Convenhamos, nenhuma democracia floresce dessa maneira.
A atitude de inércia e apatia dos homens que têm responsabilidade pública os condenará ao castigo da história. É possível fazer-se algo, de imediato, que possa acender uma pequena chama de esperança.
O Brasil dos grandes valores, das grandes ideias, da fé e da crença, da esperança e do futuro necessita, urgentemente da ação solidária, tanto das autoridades quanto do cidadão comum, para instaurar uma nova ordem na ética e na moral.
Carlos Apolinário, adaptado.
Comentário:
O primeiro parágrafo constitui a introdução do texto (tese).
Os parágrafos segundo, terceiro e quarto constituem o desenvolvimento (argumentação — exemplificação com análise e crítica).
O último parágrafo é a conclusão (perspectiva de solução).



TEMA: Tudo vale a pena. Se a alma não é pequena. (Fernando Pessoa)
Sonhar é preciso
“Nós somos do tamanho dos nossos sonhos”. Há, em cada ser humano, um sebastianista louco, vislumbrando o Quinto Império; um navegador ancorado no cais, a idealizar ‘mares nunca dantes navegados’; e um obscuro D. Quixote de alma grande que, mesmo amesquinhado pelo atrito da hora áspera do presente, investe contra seus inimigos intemporais: o derrotismo, a indiferença e o tédio.
Sufocado pelo peso de todos os determinismos e pela dura rotina do pão-nosso-de-cada-dia, há em cada homem um sentido épico da existência, que se recusa a morrer, mesmo banalizado, manipulado pelos veículos de massa e domesticado pela vida moderna.
É preciso agora resgatar esse idealista que ocultamente somos, mesmo que D. Sebastião não volte, ainda que nossos barcos não cheguem a parte alguma, apesar de não existirem sequer moinhos de vento.
Senão teremos matado definitivamente o santo e o louco que são o melhor de nós mesmos; senão teremos abdicado dos sonhos da infância e do fogo da juventude; senão teremos demitido nossas esperanças.
O homem livre num universo sem fronteiras. O nordeste brasileiro verde e pequenos nordestinos ri sonhos e saudáveis, soletrando o abecedário. Um passeio a pé pela cidade calma. Pequenos judeus, árabes e cristãos, brincando de roda em Beirute ou na Palestina.
E os vestibulandos, todos, de um país chamado Brasil, convocados a darem o melhor de si no curso superior que escolheram.
Utopias? Talvez sonhos irrealizáveis de algum poeta menor, mas convicto de que nada vale a pena, se a alma é mesquinha e pequena.”.

Comentário:
A introdução encontra-se no 1° parágrafo, que faz uma espécie de síntese do texto, funcionando como uma espécie de índice das ideias e elementos que aparecerão no desenvolvimento (sebastianista, o navegador, o D. Quixote).
O desenvolvimento está nos cinco parágrafos seguintes, que retomam e explicam cada uma das ideias e elementos apresentados no inicio.
A conclusão realiza-se no último parágrafo, reafirmando a tese de que somos do tamanho de nossos sonhos e de nossas lutas por nossos ideais, sem os quais a alma seria mesquinha e pequena (e a vida não valeria a pena).
TEMA: “À busca do Brasil de nossos sonhos, travar-se-á uma longa jornada.”
Em busca do Brasil de nossos sonhos
Utopia, talvez seja este o termo que resuma os anseios de um povo que, há mais de quatro séculos, alimenta esperanças de ver seu país constituir-se em um Estado forte e humanitário.
Transformações drásticas e rápidas não correspondem ao caminho a se seguir que será árduo e penoso, entretanto os júbilos alcançados serão tão doces e temos que terão valido cada gota de sangue e suor derramado.
Muitos são os problemas (corrupção, injustiça, desigualdades...) e suas soluções existem, só não fazem parte do plano político-econômico e social a ser seguido, pois este não há. Generalizar chega a ser infantil e prematuro, mas atualmente não se tem tido conhecimento sobre uma reforma concreta e séria que vise à melhoria de vida da população e que não esteja “engavetada”, ainda em “processo de viabilização”, tal como as reformas agrária e tributária, por exemplo. A justiça no Brasil, além de paradoxal, vem a ser ilusória.
Diversidade de solos, climas, costumes, gente, vários povos misturados em um só, tantos méritos e nenhuma vitória que não tenha sido mais do que temporária. O amor à pátria a cada dia fica mais frágil quando deveria se fortalecer, então o que fazer?
Lutar, não travando guerras ou impondo violência. Reivindicar direitos e estipular deveres requer sabedoria, a liberdade de expressão foi conquistada com muito esforço e perseverança por brasileiros que queriam gritar e não se calar diante da destruição lenta e contínua de seu país.
Valorizas o nosso e melhorar o Brasil depende não da vontade de cada um, isoladamente, mas sim do desejo de todos, afinal são mais de cento e trinta milhões de pessoas com interesses diversos ocupando um mesmo país, e muitas querem vê-lo progredir, no entanto como isso será possível? Optando por um nacionalismo extremado? Talvez. Para haver mudanças é preciso que se queira mudar, um Estado politicamente organizado, quem sabe, este Estado: o Brasil.
Tatiana R. Batista

Como melhorar o Brasil
“E nas terras copiosas, que lhes denegavam as promessas visionadas, goravam seus sonhos de redenção”. Com estas palavras José Américo de Almeida, em seu livro “A Bagaceira”, conseguiu caracterizar um Brasil que, há quinhentos anos, mantém-se o mesmo: injusto e desigual.
Fome e miséria em meio à fartura e pujança, descontentamento e inércia presentes em um mesmo povo. Tantas contradições advêm de um processo histórico embasado em inserir o Brasil no contexto socioeconômico mundial como um Estado dependente economicamente, subdesenvolvido tecnologicamente, sendo por isso frágil perante a soberania de um sem-número de países que desde sempre deteve o controle supremo de o quê, e como tudo deve ser direcionado.
De colônia à república, sendo monarquia ou não, a aristocracia se mantém presente, forte e imponente, segura habilidosamente “as rédeas” deste “carro desgovernado” chamado, anteriormente, de Terra brasilis. É estranho pensar que um vasto território, em que se afirma vigorar o “governo de todos e para todos” pertença na realidade a um restrito grupo que não deseja alterações de qualquer tipo, por considerar a atual situação do Brasil ideal. O ideal seria desconsiderar tais argumentos, sendo estes inválidos e inadmissíveis, uma vez que altos níveis de desemprego, corrupção, carência nos diversos setores públicos..., não correspondem ao que se espera para haver uma elevação no padrão de desenvolvimento de um país.
A globalização, tão comentada em todo o mundo, só ratifica ainda mais um processo que, aos olhos de todos, parece inevitável: a colonização do mundo, a preponderância de uns poucos Estados politicamente organizados sobre o resto do planeta. O Brasil virando colônia, principalmente, dos Estados Unidos da América. A submissão completa.
Deste ponto de vista (que pode ser o único), a situação se apresenta de forma grave. Alarmante, porém é a falta de soluções.
Pior, talvez seja a falta de interesse em mudanças. Já foram privatizadas a (Companhia Vale do Rio Doce, a Siderúrgica Nacional, logo em breve a Petrobrás e o Banco do Brasil, símbolos da soberania nacional). Vivemos em um mesmo espaço o qual cada vez mais deixa de nos pertencer, estamos enfraquecidos, o nacionalismo se enfraquece se a nação única deixa de existir. Não se pode afirmar que uma atitude revolucionária seja o melhor caminho ou o caminho certo, no entanto a passividade neurastênica da população jamais resolverá nada. O exercício da cidadania é necessário para implantar a verdadeira cidadania. Consciência política e senso de justiça o pior obstáculo a ser contornado é a alienação, consequência da ignorância que cerca a maior parte da população, sem acesso à cultura.
O primeiro passo já foi dado: conhecer os problemas e, mesmo que superficialmente, pensar a respeito. Ufanismo, utopia, sonho, perseverança e luta. A coragem precisa de esperança, o homem precisa de ambas para sobreviver e lutar. Se o povo brasileiro é naturalmente corajoso, lutemos agora para seguir em frente e firmar este país como soberano e forte que é.
Tatiana R. Batista
A corrupção no Brasil
Durante todo o processo de formação cultural do povo brasileiro, o trabalho nunca foi considerado uma atividade digna, a riqueza, mesmo ilícita era a grande nobreza e a comprovação da superioridade.
No período colonial, o trabalho para o português recém-chegado toma-se um ato ignóbil, explorar o bugre e o negro é a maneira de se viver numa terra nova, onde a “esperteza” de sempre tirar lucros e ganhar, mesmo através da trapaça, é considerada uma virtude.
No império e na república oligárquica, a história se repete e sempre está a favor de uma aristocracia, que desrespeita a condição humana, com suas atitudes nepóticas e de extrema fraternalidade entre os iguais mineiros e paulistas.
Nos períodos seguintes, a rede de corruptos se mostra e toma contorno urbano, onde a população adquire maior intelectualidade e passa a exigir um maior respeito e que pelo menos se disfarcem os roubos contra nossa população de miseráveis e condicionados.
Já cansada pelos quinhentos anos de “falcatruas” justificadas e pela explosão de novas “bombas”, a cada dia a população apercebe-se. Em fim, do maquiavelismo político e rejeita as soluções prontas e maternais da pátria mãe gentil.
Esperamos que, nos próximos anos, a política brasileira tome-se mais séria, rejeite o dito maquiavélico e trate o trabalho como um meio de ascensão e de dignificação do homem e não como um ato oprobriante.
Tiago Barbosa