terça-feira, 24 de julho de 2012

O texto dissertativo-argumentativo - dicas para fazer uma boa redação


 Uma pequena dica sobre uma possível estrutura básica
(quase um “modelo” bem simples e pouco criativo)
do texto dissertativo-argumentativo. Talvez essa dica
ajude àqueles que estão com dificuldades para
desenvolver um texto de maneira mais clara.

Vale ressaltar que não se trata de um regra a ser
seguida, mas apenas de uma dica que pode ser
totalmente ou em partes aproveitada.
 ---> Alguns concursos exigem redação!


Primeiro passo: entender bem o tema do texto

Exemplo:

 TEMA: “O adolescente, hoje, precisa de limites?
  • Desse tema eu posso retirar uma expressão
  •  central: “limite para os adolescentes”. 
  • Ou posso, simplesmente, retirar a expressão “limites”.

Segundo passo: a introdução do texto
  • Posso começar a escrever o texto
    dissertativo-argumentativo definindo a expressão
    central retirada do tema. (entenda como uma das
     muitas formas de se começar um texto)
Exemplo: Definindo a expressão “limite para os 
adolescentes” : O que é, ou o que significa dar limites
aos adolescentes? 
  
Vou elaborar um pequeno texto (pode ser uma
frase ou mais de uma) respondendo a essa questão:

.......A sociedade constitui-se de pessoas que se
transformam ao longo do tempo, mudam a forma
de pensar e agir. Isso faz com que uma geração
de adolescentes não seja, necessariamente, igual
a uma anterior, assim como são diferentes as
regras e os valores sociais de cada geração.
No entanto, independente da época, sempre
existirão regras e valores que moldarão o
pensamento, o comportamento, as atitudes dos
jovens na sociedade – são os chamados limites,
que podem se apresentar de maneiras diversas,
com maior ou menor rigor.

  • Depois de definir a expressão central retirada
    ]do tema, é hora de esclarecer o objetivodo texto.

  • É possível, nessa hora, responder perguntas como: 
        o que eu pretendo argumentar? Qual é o meu objetivo ao
         escrever esse texto? 
  • É muito importante centrar-se no tema proposto na
          hora de estabelecer um objetivo.

Exemplo: Como o tema, nesse caso, é “O adolescente,
hoje, precisa de limites?", então, o objetivo será, exatamente,
responder a essa questão. Assim, eu posso fechar minha
introdução com uma pergunta (lembrando-me, sempre, de
não copiar o tema proposto) ou posso colocar a questão
do tema sem ser em forma de pergunta propriamente.

.......A sociedade constitui-se de pessoas que se transformam

ao longo do tempo, mudam a forma de pensar e agir. Isso
faz com que uma geração de adolescentes não seja,
necessariamente, igual a uma anterior, assim como são
diferentes as regras e os valores sociais de cada
geração. No entanto, independente da época, sempre
existirão regras e valores que moldarão o pensamento,
o comportamento, as atitudes dos jovens na sociedade –
são os chamados limites, que podem se apresentar de
maneiras diversas, com maior ou menor rigor.
Hoje, questiona-se se esses limites devem ser impostos
aos adolescentes ou se estes devem ser mais livres
para estabelecerem seus próprios limites.


Terceiro passo: o desenvolvimento do texto
  • Para começar a desenvolver o texto, é interessante
     fazer um esquema sobre o que quero argumentar. 

  • Posso colocar em tópicos, em um rascunho, os pontos
         principais de cada argumento, lembrando, sempre, do 
        objetivo do texto, para não deixar a redação “caminhar” para
         um rumo muito além do esperado.

Exemplo: O objetivo é saber se os adolescentes precisam
ou não de limites. Eu posso argumentar de várias formas.
Vou colocar, aqui, 4 opções:

OPÇÃO 1Posso defender a ideia de que os adolescentes
 precisam de limites e apresentar justificativas para isso:

Esquema:
- Os adolescentes precisam de limites porque, nessa fase
da vida, ainda estão se moldando valores que os farão
indivíduos íntegros, com caráter.

- Os adolescentes precisam de limites porque, nessa fase
da vida, eles ainda não têm total discernimento para distinguir
 tudo que é certo e errado, segundo um modelo de vida
sadio e com respeito à moral.

OPÇÃO 2Posso defender a ideia de que os adolescentes
precisam de limites, justificar essa opinião e apresentar
 exemplo(s) que comprove(m) isso:



Esquema:

 - Os adolescentes precisam de limites porque, nessa fase
 da vida, ainda estão se moldando valores que os farão
indivíduos íntegros, com caráter, e também os
adolescentes não têm total discernimento para distinguir
 tudo que é certo e errado segundo um modelo de vida
 sadio e com respeito à moral.

Sobre os exemplos: posso apresentar valores que se
 aprendem na adolescência e são levados para a vida
 inteira, sendo tais valores passados através dos limites
 impostos. Apresentar exemplo(s), também, de atitudes
 de jovens que mostram a falta de discernimento para
 distinguir certo e errado.
 (NÃO VOU LISTAR, AQUI, OS EXEMPLOS,
 MAS SERIA INTERESSANTE FAZER ISSO)

OPÇÃO 3Posso defender a ideia de que os
 adolescentes NÃO precisam de limites e apresentar
 justificativas para isso:

Esquema:
- Os adolescentes não precisam de limites, mas de
carinho dos pais, que,  em muitos  casos, mostram-se
 ausentes. Os limites impostos acabam afastando pais
 e filhos.

- Os adolescentes não precisam de limites porque
 eles já são capazes de entender as regras sociais,
 e os limites serviriam apenas para inibir a criatividade,
 a liberdade, a capacidade do adolescente de “amadurecer”
 sozinho, de encarar a realidade tal como ela é.

OPÇÃO 4: Posso defender a ideia de que os adolescentes
 precisam de limites, mas estes não devem ser impostos
com muito rigor:



Esquema:

- Os adolescentes precisam de limites porque todo
 ser humano deve saber lidar com regras, ter disciplina
 para enfrentar todo tipo de situação, e isso se
constrói ao longo da vida, principalmente, quando se é jovem.

- Por outro lado, esses limites não precisam ser impostos
 com tanto rigor, porque pode tolher a criatividade
 do adolescente.


  • Após esquematizar os argumentos, seria

         interessante desenvolver esse esquema em,
          pelo menos, dois parágrafos. 

  • Não posso me esquecer de estabelecer
         uma ligação entre esses parágrafos.
Exemplo: Coloquei diferentes maneiras de desenvolver
 o texto. Vou escolher apenas uma para a redação
não ficar muito extensa e confusa. Vou escolher
 a primeira opção para exemplificar meu desenvolvimento.

            Os jovens entre doze e dezoito anos vivem uma
fase em que os valores morais e sociais ainda estão
se moldando. Trata-se de um período em que o
 adolescente encontra-se em meio às regras impostas
 pela escola, pela família, pela sociedade em geral, e
essas regras estabelecem limites que, mais tarde, ajudarão
 esse adolescente de hoje a tornar-se um cidadão
 íntegro, com caráter e disciplinado.
            Além disso, nessa fase bem jovem da
 vida, não se tem total discernimento para distinguir
 tudo que é certo e errado segundo um modelo de vida
sadio e com respeito à moral. O adolescente vive
cercado de bons e maus exemplos, sendo estes
últimos bastante atraentes, tendo em vista o “glamour”
 da transgressão. Nessa realidade, diferir o
 que é interessante momentaneamente e o que é correto
 e promissor não é uma tarefa fácil para o adolescente,
 por isso é necessário impor limites para que ele aprenda
 estabelecer essa distinção.


Quarto passo: a conclusão 
  • Para iniciar a conclusão desse texto, voltarei à
         introdução do texto para relembrar o tema e o objetivo
 apresentados. Escrevo, então, uma frase (ou mais de uma)
 sintetizando o objetivo do texto e o foco da argumentação
 (esse foco da argumentação pode ser encontrado no
 esquema feito para desenvolver o texto).  
  • Preciso lembrar que não posso repetir o que já foi usado
     na redação, preciso usar outras palavras e escrever algo 
         não muito longo, pois é só uma síntese.
Exemplo:

             Assim, diante da dúvida se se deve impor limites
 aos adolescentes hoje, pode-se afirmar que a sociedade
 precisa de indivíduos de bom caráter e que tenham 
noção de disciplina. Para se ter isso, é preciso 
que os jovens saibam seguir regras, internalizar 
valores e distinguir o melhor caminho a ser percorrido.

  • Para encerrar a conclusão, pode ser interessante
     apresentar uma solução para o problema tratado
     ou uma sugestão relacionada à questão desenvolvida.
Exemplo: como a questão que estou usando como
 exemplo diz respeito aos limites, e o desenvolvimento
 apresentando, aqui, centrou-se na justificativa de
 se impor, sim, limites aos adolescentes, então, posso
 fechar o texto com uma das duas opções abaixo:

1) Uma sugestão para os pais: mostrando uma
maneira de impor limites apropriada para a geração
de adolescentes atual.
2) Uma sugestão para os próprios adolescentes:
mostrando uma maneira de entender a imposição de
 limites como algo positivo.

Escolho, então, a segunda opção para encerrar:

          Assim, diante da dúvida se se deve impor 
limites aos adolescentes hoje, pode-se afirmar
 que a sociedade precisa de indivíduos de bom 
caráter e que tenham noção de  disciplina. Para 
se ter isso, é preciso que os jovens saibam seguir 
regras, internalizar valores e distinguir o melhor 
caminho a ser percorrido. Portanto, os adolescentes
 não devem enxergar os limites impostos como 
uma forma de perseguição ou como uma maneira
 de evitar que eles “vivam a vida", mas sim como
 uma auto-defesa diante da liberdade exagerada, 
da falta de humanidade, do modismo em detrimento 
do amor próprio e do excesso de "doces ]
armadilhas" que a realidade apresenta.


O TEXTO COMPLETO:

        A sociedade constitui-se de pessoas que se
transformam ao longo do tempo, mudam a forma
 de pensar e agir. Isso faz com que uma geração
 de adolescentes não seja, necessariamente, igual
 a uma anterior, assim como são diferentes as regras
 e os valores sociais de cada geração. No entanto,
independente da época, sempre existirão regras
 e valores que moldarão o pensamento, o comportamento,
 as atitudes dos jovens na sociedade – são os chamados
 limites, que podem se apresentar de maneiras diversas
, com maior ou menor rigor. Hoje, questiona-se se
esses limites devem ser impostos aos adolescentes ou
 se estes devem ser mais livres para estabelecerem seus
 próprios limites.
        Os jovens entre doze e dezoito anos vivem uma fase
 em que os valores morais e sociais ainda estão se
moldando. Trata-se de um período em que o adolescente
encontra-se em meio às regras impostas pela escola,
pela família, pela sociedade em geral, e essas regras
 estabelecem limites que, mais tarde, ajudarão esse
adolescente de hoje a tornar-se um cidadão íntegro,
com caráter e disciplinado.
        Além disso, nessa fase bem jovem da vida, não
 se tem total discernimento para distinguir tudo que é
certo e errado segundo um modelo de vida sadio e
com respeito à moral. O adolescente vive cercado de
 bons e maus exemplos, sendo estes últimos bastante
 atraentes, tendo em vista o “glamour” da transgressão.
Nessa realidade, diferir o que é interessante momentaneamente
 e o que é correto e promissor não é uma tarefa fácil para
o adolescente, por isso é necessário impor limites
 para que ele aprenda estabelecer essa distinção.
        Assim, diante da dúvida se se deve impor limites
 aos adolescentes hoje, pode-se afirmar que a sociedade
precisa de indivíduos de bom caráter e que tenham noção
 de disciplina. Para se ter isso, é preciso que os jovens
saibam seguir regras, internalizar valores e distinguir o
melhor caminho a ser percorrido. Portanto, os adolescentes
 não devem enxergar os limites impostos como uma forma
 de perseguição ou como uma maneira de evitar que eles
 “vivam a vida", mas sim como uma auto-defesa diante da
 liberdade exagerada, da falta de humanidade, do modismo
 em detrimento do amor próprio e do excesso de "doces
 armadilhas" que a realidade apresenta.

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